29.9.06

A Globo e o DOPS – DOI/Codi

No debate presidencial do dia 28/09/2006, na rede globo de televisões, o candidato à reeleição não compareceu.
O equívoco do presidente Lula foi manifestar-se e alimentar a esperança de sua presença no debate da rede globo.
O debate pode ser tendencioso e, por isso, pode prejudicar aquele que está na dianteira nas pesquisas eleitorais, fato comprovado pela ausência de FHC em todos os debates da sua reeleição, ou ainda do próprio Alckmin, quando de sua candidatura à reeleição no governo de São Paulo, não se fez presente também, o Serra só participou do último debate em razão de sua queda súbita e do escândalo do Dossiê.
Voltando ao referido debate, via-se uma cadeira vazia, fazendo alusão à falta de um candidato, no caso o do Presidente Lula. Entretanto, ontem foi a estréia de uma nova forma de debate, onde formulavam perguntas à cadeira vazia, numa clara tentativa de vilipendiar o ausente.
A ausência em um debate é de escolha exclusiva do grupo político do candidato, e esta escolha desdobra-se em ônus e bônus, mas não se pode criar o monumento ao ditado popular que diz "Que toda ausência é atrevida!” e começar a expor de forma covarde o candidato ausente.
As regras dos dois debates da Globo foram diferentes, uma vez que no anterior o próprio presidente não compareceu, mas nem por isso, teve perguntas feitas a cadeiras vazias. Isso lembra-me das inquisições, do DOI-Codi no regime militar, aos ausentes que em seguida eram julgados a revelia, condenados e executados.
Esta é mais uma conduta criminosa da globo dentre várias de sua folha corrida, infelizmente, mesmo depois de Roberto Marinho nos brindar com sua ausência, sua fábrica diabólica continua seu mesmo modus opperandi.
Qual o motivo que leva a Globo a fazer mudanças na forma dos debates? Há quem serve tais mudanças?
Bem, voto no Lula e sei que não fez um governo perfeito mas, sei também que quando comparado com os anteriores as vitórias do povo são gritantes, tanto é, que o programa do Alckmin sequer faz alusões ao FHC.
Mas, confesso também que tinha constrangimento em votar no candidato que a Globo parecia defender, entretanto, ontem vimos que a globo, voltou ao normal, continua perseguindo os inimigos dos paulistas quatrocentões.
Bem, hoje voto em Lula e contra a Globo, agora meu orgulho é maior!!!


A Esperança venceu o medo;
A Esperança é vermelha e tem a cara do povo;
O Medo não voltará ao poder.

27.9.06

Ku Klux Klan na terra da garoa

Na segunda-feira passada(25/09/06), fomos pegos de surpresa com um texto escrito no jornal O Estado de São Paulo, que mexeu com os brios de todas e quaisquer pessoas que, dentro de suas faculdades mentais e tendo o mínimo de bom censo, sentiram-se frontalemte desrespeitadas e contrangidas.
O referido diário tenta fazer uma leitura das pesquisas de intenções de votos para a campanha presidencial que se avizinha, num artigo que tenta dar razoalidade científica para uma leitura racista, criminosa e perversa.
No artigo em comento, tenta-se fazer a seguinte ligação: Que o negro, pobre e nordestino, detém maior passividade ao delito, a corrupção e ao crime, sendo o nordeste a região que mais aceita os criminosos, a base científica são pesquisas eleitorais com o axioma: O nordestino, o negro e o pobre, aceitam mais passivamente os atos de corrupção, por isso votam no candidato Lula da Silva.
O que vem em minha mente é que os jornalistas marginais e suas empresas maravilhosas, condenaram veementemente a criação do conselho federal de jornalismo, chamando o projeto de lei mordaça, infelizmente o jornalista marginal alega que o projeto é lei mordaça para continuar cometendo estes discalábros e não responder civilmente e penalmente por este modus opperandi perverso.
Infelizmente uma área que nos brindou nos últimos anos com Diogo Mainard, lógico que poderia criar coisa pior e mais abominável. O nazifacismo, a defesa de uma raça superior, o homo sudestes ou homo paulists sapiens é sofrivelmente uma prática que ao longo da história do século passado e do atual foi tentada e intentada na nossa cultura.
Registro aqui meu total repúdio a este tipo de comunicação, com objetivos eleitoreiros, escusos e mesquinhos, não sendo feito sequer um exercício de nobreza, sendo tudo permetido para servir a burguesia quatrocentona e fétida de São Paulo.
Cuidado meus amigos, hoje é o estadão defendendo estas idéias, amanhã é o campo de concentração/extermínio do anhangabaú matando os nordestinos e livres de consciência da pior forma; torturando, forçando os presos por nascimento de lerem estadão, folha, veja e isto é.
E a Anistia Internacional, grupo de defesa dos animais ou Tortura nunca mais, que não se manifestam.
Quem tem amigos ou convive periodicamente com paulistanos quatrocentões, ouvem que São Paulo depois que teve uma nordestina e um negro na prefeitura desandou de vez!!!Francamente, não se lembram dos brancos, ricos e paulistas, Ademar de Barros, Paulo Maluf, Fleury e FHC.
A nossa omissão frente a condutas como esta, dói em minha alma, me dando momentaneamente uma vergonha incomensurável de ser brasileiro.
Só me resta lamentar o sempre atual poema deste Paulistano ilustre, realista e conhecedor de seus conterrâneos:

São Paulo é um palco de bailados russos.
Saramandam a tísica, a ambição, as invejas, os crimes
e também as apoteoses de ilusão...

Paulicéia Desvairada - Mário de Andrade

8.9.06

Fechem a cortina!

Quero o sol
de uma ilha
paradisíaca

Quero o vento de uma vela rumo ao ...........mar

Quero o brilho de uma noite de luacheia

Quero as paginas
de um livro que
não
li

Quero a rima perfeita
de um poema de amor

quero a métrica de um
verso
controverso
reverso
universo
perverso
inverso
verso

Quero o choro
lindo
puro
belo
do vinho sangue
numa taça
transparente
aparente
timtim!!!

Quero um beijo com sabor
de lágrima
de encontro
reencontro
desencontro
adeus
até logo
fui!

Quero a certeza de que a vida
é
as
velhas
simples
e
as
boas coisas de sempre

Quero a morte como o derradeiro ato
de um roteiro feito
diariamente
dia
ria
mente
diferente, reluzente, diferente, envolvente, diferente
intransigente
intra
transi
gente