30.1.06

Radicalismo: A raiz do problema

O Forum Econômico de Davos na Suiça em um dos seus últimos atos, apresenta uma mesa redonda para debater a preocupação da comunidade política internacional pela vitória do Hamas nas eleições palestinas.
O Fatah, braço político moderado que levou Yasser Arafat ao poder, teve uma derrota significativa no pleito da semana passada. O parlamento palestino tem 132 cadeiras das quais 74 ficaram com os militantes do Hamas.
Na mesma semana no Brasil uma jovem, como outra qualquer, a proucura do primeiro emprego busca assassinar duas outras jovens para ficar com a vaga que concorria com ás vítimas. Uma teve melhor sorte e foi apenas alvejada no ombro em uma persiguição numa estrada a segunda faleceu num homicídio no inicio do ano.
Mas, o que tem a ver os dois casos? Apenas o espaços na mídia, uma local e outra internacional.
Não se tem que debater o ato radical. Têm-se que debater medidas anteriores para mensurar o grau de insatisfação de pessoas e eleitorado antes de uma medida extremada.
A jovem paulista é apenas o intrumento de uma realidade atroz. O desrespeito a vida e a culturalização de "todos os esforços são válidos" ou o Maquiavélico "os fins justificam os meios", será que na faculdade que a busca pelo mercado de trabalho deve ser pautada pela ética e justiça. Ou como se vê nas faculdades, deve-se eliminar o concorrente? A questão é conceitual. Conceitual também é o hábito nosso é renegar, julgar, criticar e censurar a consequência, fechando os olhos as causas, estas sim responsáveis pelos fatos extremados e quase nunca sancionada ou sequer lembrada.
O Hamas é o responsável por ter consiguido maioria? Ele mudou seu discurso para lubriar eleitores? Ou ele continuou com o radiacalismo que o caracteriza concluindo que só desta forma poderá chegar aos objetivos do povo palestisno. Totalmente justo!
O Hamas foi escolhido como a única saída de um panorama crítico, aliado a sina histórica de desaparecimentos de líderes Israelenses e/ou Palestinos quando próximo de uma conclusão do plano de paz.
Com o nome de "Mapa da Paz" foi criado um plano de paz para região pelos Estados Unidos. Inócuo, equivocado e desatencioso, o plano americano agutiza o quadro regional junto com a morte de Arafat, a única figura palestina moderada com potencial eleitoral e a saída de cena de Ariel Sharon, levando aos palestinos um desejo de tentar outro viés da busca pelo tão sonhado estado Palestino.
A raiz do problema é ter sensibilidade para observar que focar o mercado de trabalho sem pautar comportamentos éticos e morais poderá trazer para a idéias de trabalho os mesmos argumentos das guerras. De que todas as armas são válidas!
Quanto ao radicalismo no oriente médio, frente a vitória do Hamas e corrida nuclear do Irã, consequências as políticas internacionais equivocadas, oprimindo todos àqueles que pensavam de forma diferente ao pensamento estabelecido. Enquanto não houver respeito as diferenças, não se poderá ter mudanças coletivas! E se continuarmos pseudo-indignados com as conseqüencias e não debatermos as causas continuaremos omissos criminosamente a ÚNICA E VERDADEIRA REALIDADE DO FATOS!!!
p.s1. Sete seres humanos morreram afogados num estacionamentos de shopping center no Rio de Janeiro. Todos perplexos!!!Não falaram em plano diretor fraudado e política de saneamento básico (aquela política que a europa passou no inicio do século passado);
p.s.2. Foi encontrado uma criança de dois meses num saco de lixo numa lagoa, quem é a vítima? a criança? a mãe? a sociedade?Quantas crianças dessas são jogadas nas "lagoas" da falta de alimentação digna, falta de escola ou da prostituição infantil?

1 comment:

Bony Daijiro Inoue said...

Penso em um dia ter cultura e senso crítico suficientes para comentar algo aqui...parabéns pelo foco certeiro. Isso me lembra a história da baleia que encalhou em Londres...muita manchete, enquanto crianças morrem de fome na África...